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Grupo de Estudo - Direito Civil

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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Tutela Específica » 15 Nov 2011, 00:47

Vamos a la Jack o Estripador: por partes.

1) O CC, 200, estipula que não corre a prescrição enquanto depender de apuração no criminal.

Pois bem, a responsabilidade CONTRA Pedro e João não estava sujeita ao juízo criminal. Portanto, a prescrição da responsabilidade civil a que eles pudessem se sujeitar (hipoteticamente) estaria correndo.

Já a responsabilidade CONTRA José (e a favor de Pedro e João) estava sujeita ao juízo criminal. Portanto, os 3 anos (prazo prescricional das ações indenizatórias por responsabilidade aquiliana) contam a partir do trânsito em julgado da sentença criminal.

Porém...

2) Pedro era absolutamente incapaz na data do acidente. A prescrição contra ele não correu. Portanto, a responsabilidade civil EM SEU FAVOR ainda estava "viva".

Já João era relativamente incapaz na data do acidente. A prescrição contra ele correu, a partir de 10 de junho de 2006. Danou-se, perdeu a pretensão.

José tinha só até 08 de dezembro de 2008 para ajuizar a ação indenizatória (que não dependia do juízo criminal). Danou-se.

Portanto...

LETRA "A" NA CABEÇA.


Lu_Procuradora escreveu:Outra do TJPE:

O motorista José, no dia 08 de dezembro de 2005, envol- veu-se em acidente de trânsito, do qual resultaram danos em seu veículo e aos ciclistas Pedro e João, à época con- tando 12 (doze) e 16 (dezesseis) anos de idade, respecti- vamente. No procedimento criminal José foi absolvido, tran- sitando em julgado a sentença em 09/06/2006. José ajuizou ação indenizatória contra Pedro e João, que têm patrimônio próprio, em 17/03/2009. Os réus, em peças distintas, con- testaram, alegando que José fora culpado no acidente e apresentaram pedido contraposto, na audiência realizada em 12/06/2009, pleiteando indenização para serem ressar- cidos dos prejuízos que também sofreram, inclusive me- diante compensação se o juiz concluir pela concorrência de culpas. Foram ouvidas testemunhas e o juiz, de ofício, re- conheceu que as pretensões do autor e dos réus estavam prescritas, porque já decorridos mais de 3 (três) anos desde o acidente, sendo este o prazo estabelecido no artigo 206,
§ 3º , V, do Código Civil.

A sentença é

a) parcialmente correta, porque a prescrição só atingiu as pretensões de José e de João.
b) correta tanto em relação ao autor como aos réus.
c) incorreta, porque a prescrição não atingiu as pretensões do autor nem dos réus, à vista de circunstâncias que obstam o curso do prazo prescricional.
d) incorreta, porque o Juiz não pode, de ofício, reconhecer a prescrição.
e) parcialmente correta, porque a prescrição atingiu a pretensão do autor, mas não atinge o pedido contraposto , porque se caracteriza como exceção.

Gabarito: A

Por que, no caso, o art. 200, do CC não teve aplicação?
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Lu_Procuradora » 15 Nov 2011, 13:01

Tutela Específica escreveu:Vamos a la Jack o Estripador: por partes.

1) O CC, 200, estipula que não corre a prescrição enquanto depender de apuração no criminal.

Pois bem, a responsabilidade CONTRA Pedro e João não estava sujeita ao juízo criminal. Portanto, a prescrição da responsabilidade civil a que eles pudessem se sujeitar (hipoteticamente) estaria correndo.

Já a responsabilidade CONTRA José (e a favor de Pedro e João) estava sujeita ao juízo criminal. Portanto, os 3 anos (prazo prescricional das ações indenizatórias por responsabilidade aquiliana) contam a partir do trânsito em julgado da sentença criminal.

Porém...

2) Pedro era absolutamente incapaz na data do acidente. A prescrição contra ele não correu. Portanto, a responsabilidade civil EM SEU FAVOR ainda estava "viva".

Já João era relativamente incapaz na data do acidente. A prescrição contra ele correu, a partir de 10 de junho de 2006. Danou-se, perdeu a pretensão.

José tinha só até 08 de dezembro de 2008 para ajuizar a ação indenizatória (que não dependia do juízo criminal). Danou-se.

Portanto...

LETRA "A" NA CABEÇA.


Lu_Procuradora escreveu:Outra do TJPE:

O motorista José, no dia 08 de dezembro de 2005, envol- veu-se em acidente de trânsito, do qual resultaram danos em seu veículo e aos ciclistas Pedro e João, à época con- tando 12 (doze) e 16 (dezesseis) anos de idade, respecti- vamente. No procedimento criminal José foi absolvido, tran- sitando em julgado a sentença em 09/06/2006. José ajuizou ação indenizatória contra Pedro e João, que têm patrimônio próprio, em 17/03/2009. Os réus, em peças distintas, con- testaram, alegando que José fora culpado no acidente e apresentaram pedido contraposto, na audiência realizada em 12/06/2009, pleiteando indenização para serem ressar- cidos dos prejuízos que também sofreram, inclusive me- diante compensação se o juiz concluir pela concorrência de culpas. Foram ouvidas testemunhas e o juiz, de ofício, re- conheceu que as pretensões do autor e dos réus estavam prescritas, porque já decorridos mais de 3 (três) anos desde o acidente, sendo este o prazo estabelecido no artigo 206,
§ 3º , V, do Código Civil.

A sentença é

a) parcialmente correta, porque a prescrição só atingiu as pretensões de José e de João.
b) correta tanto em relação ao autor como aos réus.
c) incorreta, porque a prescrição não atingiu as pretensões do autor nem dos réus, à vista de circunstâncias que obstam o curso do prazo prescricional.
d) incorreta, porque o Juiz não pode, de ofício, reconhecer a prescrição.
e) parcialmente correta, porque a prescrição atingiu a pretensão do autor, mas não atinge o pedido contraposto , porque se caracteriza como exceção.

Gabarito: A

Por que, no caso, o art. 200, do CC não teve aplicação?



Mas por que a separação? Veja bem: José estava sendo investigado no juízo criminal, apontado como sujeito ativo do crime. Como é que ele poderia intentar ação civil contra as vítimas, antes do desfecho da ação penal?

Agora viajando: José poderia intentar a ação civil, evitando a prescrição, ficando a cargo do juiz sobrestar ou não o feito. Seria assim?

Acho esta segunda opção muito ruim.Até porque o art. 200 fala, somente, em "fato que deva ser apurado no juízo criminal". O fato a ser apurado é o mesmo para José, Pedro e João. A ação penal iria definir se José foi ou não culpado, com muita repercussão no cível.

Sei não... Acho que vou fazer vestibular para a faculdade de moda e virar estilista...
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor FoxGO » 15 Nov 2011, 14:44

Amigo, vou postar uma notícia aqui que acho ser pertinente, apesar de ainda em discussão.

STJ Cidadão: juiz pode optar por guarda compartilhada mesmo sem o consenso dos pais

A guarda compartilhada entrou na legislação brasileira em 2008. Desde então, tem sido a opção mais indicada para que filhos de pais separados mantenham a convivência com os dois genitores. A divisão de direitos e responsabilidades costumava ser decretada pelos juízes apenas nos casos em que havia consenso entre pai e mãe. Entretanto, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu caminho para que o interesse dos menores prevaleça sobre a falta de entendimento entre os pais. Essa nova orientação é tema do programa semanal de TV do STJ.
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Tutela Específica » 15 Nov 2011, 14:48

Eu tinha respondido, mas acho que a resposta se perdeu...

Lu_Procuradora escreveu:Mas por que a separação? Veja bem: José estava sendo investigado no juízo criminal, apontado como sujeito ativo do crime. Como é que ele poderia intentar ação civil contra as vítimas, antes do desfecho da ação penal?


E por que não? As vítimas não estavam sendo acusadas de nada. Nenhum motivo havia para suspender a pretensão civil que ele eventualmente tivesse contra Pedro e João.

Lu_Procuradora escreveu:Agora viajando: José poderia intentar a ação civil, evitando a prescrição, ficando a cargo do juiz sobrestar ou não o feito. Seria assim?

Acho esta segunda opção muito ruim.Até porque o art. 200 fala, somente, em "fato que deva ser apurado no juízo criminal". O fato a ser apurado é o mesmo para José, Pedro e João. A ação penal iria definir se José foi ou não culpado, com muita repercussão no cível.

Sei não... Acho que vou fazer vestibular para a faculdade de moda e virar estilista...


O fato não é o mesmo. O ato de José era dirigir o veículo. O ato de Pedro e João era andar de bicicleta.

A responsabilidade de cada um se apuraria conforme o ato de cada um.

A suspensão da responsabilização civil, por incidência de questão penal, ocorreria apenas se houvesse ação penal contra Pedro e João (a qual era impossível porque ambos eram inimputáveis).

Lembre-se, ainda, que a prescrição não corre CONTRA os absolutamente incapazes, mas sim, CORRE A FAVOR deles.
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor FoxGO » 15 Nov 2011, 16:03

Tutela Específica escreveu:Vamos a la Jack o Estripador: por partes.

1) O CC, 200, estipula que não corre a prescrição enquanto depender de apuração no criminal.

Pois bem, a responsabilidade CONTRA Pedro e João não estava sujeita ao juízo criminal. Portanto, a prescrição da responsabilidade civil a que eles pudessem se sujeitar (hipoteticamente) estaria correndo.

Já a responsabilidade CONTRA José (e a favor de Pedro e João) estava sujeita ao juízo criminal. Portanto, os 3 anos (prazo prescricional das ações indenizatórias por responsabilidade aquiliana) contam a partir do trânsito em julgado da sentença criminal.

Porém...

2) Pedro era absolutamente incapaz na data do acidente. A prescrição contra ele não correu. Portanto, a responsabilidade civil EM SEU FAVOR ainda estava "viva".

Já João era relativamente incapaz na data do acidente. A prescrição contra ele correu, a partir de 10 de junho de 2006. Danou-se, perdeu a pretensão.

José tinha só até 08 de dezembro de 2008 para ajuizar a ação indenizatória (que não dependia do juízo criminal). Danou-se.

Portanto...

LETRA "A" NA CABEÇA.


Lu_Procuradora escreveu:Outra do TJPE:

O motorista José, no dia 08 de dezembro de 2005, envol- veu-se em acidente de trânsito, do qual resultaram danos em seu veículo e aos ciclistas Pedro e João, à época con- tando 12 (doze) e 16 (dezesseis) anos de idade, respecti- vamente. No procedimento criminal José foi absolvido, tran- sitando em julgado a sentença em 09/06/2006. José ajuizou ação indenizatória contra Pedro e João, que têm patrimônio próprio, em 17/03/2009. Os réus, em peças distintas, con- testaram, alegando que José fora culpado no acidente e apresentaram pedido contraposto, na audiência realizada em 12/06/2009, pleiteando indenização para serem ressar- cidos dos prejuízos que também sofreram, inclusive me- diante compensação se o juiz concluir pela concorrência de culpas. Foram ouvidas testemunhas e o juiz, de ofício, re- conheceu que as pretensões do autor e dos réus estavam prescritas, porque já decorridos mais de 3 (três) anos desde o acidente, sendo este o prazo estabelecido no artigo 206,
§ 3º , V, do Código Civil.

A sentença é

a) parcialmente correta, porque a prescrição só atingiu as pretensões de José e de João.
b) correta tanto em relação ao autor como aos réus.
c) incorreta, porque a prescrição não atingiu as pretensões do autor nem dos réus, à vista de circunstâncias que obstam o curso do prazo prescricional.
d) incorreta, porque o Juiz não pode, de ofício, reconhecer a prescrição.
e) parcialmente correta, porque a prescrição atingiu a pretensão do autor, mas não atinge o pedido contraposto , porque se caracteriza como exceção.

Gabarito: A

Por que, no caso, o art. 200, do CC não teve aplicação?


Powwww...
a questão induz ao erro tendo em vista que dificulta a compreensão de que a pretensão de José (resp civil em face dos ciclitas) não depende de sentença no juízo criminal.

Muito boa explicação TUTELA.
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Lu_Procuradora » 15 Nov 2011, 16:15

Tutela Específica escreveu:Eu tinha respondido, mas acho que a resposta se perdeu...

Lu_Procuradora escreveu:Mas por que a separação? Veja bem: José estava sendo investigado no juízo criminal, apontado como sujeito ativo do crime. Como é que ele poderia intentar ação civil contra as vítimas, antes do desfecho da ação penal?


E por que não? As vítimas não estavam sendo acusadas de nada. Nenhum motivo havia para suspender a pretensão civil que ele eventualmente tivesse contra Pedro e João.

Lu_Procuradora escreveu:Agora viajando: José poderia intentar a ação civil, evitando a prescrição, ficando a cargo do juiz sobrestar ou não o feito. Seria assim?

Acho esta segunda opção muito ruim.Até porque o art. 200 fala, somente, em "fato que deva ser apurado no juízo criminal". O fato a ser apurado é o mesmo para José, Pedro e João. A ação penal iria definir se José foi ou não culpado, com muita repercussão no cível.

Sei não... Acho que vou fazer vestibular para a faculdade de moda e virar estilista...


O fato não é o mesmo. O ato de José era dirigir o veículo. O ato de Pedro e João era andar de bicicleta.

A responsabilidade de cada um se apuraria conforme o ato de cada um.

A suspensão da responsabilização civil, por incidência de questão penal, ocorreria apenas se houvesse ação penal contra Pedro e João (a qual era impossível porque ambos eram inimputáveis).

Lembre-se, ainda, que a prescrição não corre CONTRA os absolutamente incapazes, mas sim, CORRE A FAVOR deles.



Não tenho dúvidas quanto ao não decurso do prazo da prescrição contra os incapazes. Tenho dúvidas sobre o motivo de não ser aplicado o art. 200 em relação a José...
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Tutela Específica » 15 Nov 2011, 21:29

Lu_Procuradora escreveu:Não tenho dúvidas quanto ao não decurso do prazo da prescrição contra os incapazes. Tenho dúvidas sobre o motivo de não ser aplicado o art. 200 em relação a José...


Porque não havia apuração criminal em que José fosse VÍTIMA e Pedro e João fossem AUTORES. Não havia apuração penal que fizesse suspender a prescrição CONTRA Pedro e João e EM FAVOR de José.

Repito: a responsabilidade civil decorre de atos próprios (quando por atos de terceiros, segundo rol estipulado em lei).

O ato próprio de José: dirigir veículo e dar uma porrada nos meninos.

O ato próprio de Pedro e João: andar de bicicleta e amassar o paralama do carro de José.

Satisfez a dúvida?
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Schutzjager » 15 Nov 2011, 23:15

Eu havia feito essa prova do TJPE em casa, logo após a liberação no site, e havia marcado "A". Mas acertei por eliminação, não encontrando outra alternativa que satisfizesse o meu raciocínio, porém, confesso que em nenhum momento destrinchei a questão como vcs fizeram.
É como se o art. 200, CC, fosse utilizado apenas (e desfavoravelmente, no sentido da "espera") para o AUTOR da ação criminal e o réu estaria livre pra processar civilmente, sem aguardar o deslinde penal.
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Lu_Procuradora » 16 Nov 2011, 09:11

Entendi, mas não aceitei!
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor rdoria » 16 Nov 2011, 11:04

Pessoal,
diante dessa situação qual a posição dos tribunais superiores?????????

"A decadência do direito de queixa do representante legal atinge o direito do menor?
São duas correntes:
1ª corrente) a decadência para o representante legal acarreta a extinção da punibilidade, mesmo que o menor não tenha completado 18 anos. (Pacelli e LFG)
2ª corrente) Não há falar em decadência de um direito que não pode ser exercido. (Nucci e Capez)"
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor FoxGO » 16 Nov 2011, 11:29

Lu_Procuradora escreveu:Entendi, mas não aceitei!

Lu, sinceramente não aceitei tbem..... vou pesquisar mais a fundo como a doutrina e jurisprudência tratam do assunto dai posto aki o resultado .
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Tutela Específica » 16 Nov 2011, 12:30

rdoria escreveu:Pessoal,
diante dessa situação qual a posição dos tribunais superiores?????????

"A decadência do direito de queixa do representante legal atinge o direito do menor?
São duas correntes:
1ª corrente) a decadência para o representante legal acarreta a extinção da punibilidade, mesmo que o menor não tenha completado 18 anos. (Pacelli e LFG)
2ª corrente) Não há falar em decadência de um direito que não pode ser exercido. (Nucci e Capez)"



Por isso que eu digo e repito: LFG só fala m...

É pacífico que a decadência do direito de queixa do menor (para o menor propriamente dito) só começa a correr da data de aniversário de 18 anos.
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Tutela Específica » 16 Nov 2011, 12:31

Lu_Procuradora escreveu:Entendi, mas não aceitei!


Então tá bom, faz o seguinte: esquece que eu respondi, ok?

Flw, bjs.
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor nvgaconcurseiro » 16 Nov 2011, 12:59

Vou reponder lá no tópico de processo penal blz rdoria?
Abraço!

rdoria escreveu:Pessoal,
diante dessa situação qual a posição dos tribunais superiores?????????

"A decadência do direito de queixa do representante legal atinge o direito do menor?
São duas correntes:
1ª corrente) a decadência para o representante legal acarreta a extinção da punibilidade, mesmo que o menor não tenha completado 18 anos. (Pacelli e LFG)
2ª corrente) Não há falar em decadência de um direito que não pode ser exercido. (Nucci e Capez)"
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor rdoria » 16 Nov 2011, 15:04

kkkkkkkk
Agora que fui ver que postei no topico processo civil, procurei la no processo penal e nada.
Blz Tutela,
vou olhar la NVG.
Abs.
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor rdoria » 16 Nov 2011, 15:08

rdoria escreveu:kkkkkkkk
Agora que fui ver que postei no topico processo civil, procurei la no processo penal e nada.
Blz Tutela,
vou olhar la NVG.
Abs.

Só pode ser cansaço.
DC/DPC/DPP, vou para um pouco rsrsrsrsrs
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Lu_Procuradora » 17 Nov 2011, 10:11

Tutela Específica escreveu:
Lu_Procuradora escreveu:Entendi, mas não aceitei!


Então tá bom, faz o seguinte: esquece que eu respondi, ok?

Flw, bjs.



Precisa disso não, Tutela!
Não disse que não aceito a sua resposta. Disse que não aceito o entendimento dominante, que deve ser o seu mesmo, pelo menos para a FCC.
Este é um espaço onde as discussões fazem o nosso crescimento. Divergências sempre existirão. É preciso aprender a conviver com elas e, principalmente, discernir entre as opiniões das pessoas e as pessoas em si mesmas.
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Lu_Procuradora » 09 Dez 2011, 10:46

Pessoal, escutei uma conversa, na casa de uma amiga, que acabou me gerando uma dúvida...
Uma mulher viveu em união estável com um homem e com ele teve um filho. O homem veio a falecer em virtude de um câncer. A família vivia em uma apartamento de altíssimo padrão. O homem, todavia, tinha dois filhos de uma união anterior, que já são casados e nunca residiram nesse apartamento. Após a morte, o filho mai velho instalou-se no apartamento e está querendo controlar toda a vida da companheira de seu pai, inclusive, quanto às visitas da própria família.
Eu fiquei pensando... Seria cabível uma medida, com base na Lei Maria da Penha, para afastá-lo do apartamento ou uma manutenção de posse ou outra coisa?
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Tutela Específica » 09 Dez 2011, 12:18

Ela tem direito real de habitação.

Todavia, se o apartamento foi adquirido antes da união estável, ele passa a ser herança dos filhos - e propriedade deles, pela saisine.

Se eles passaram a morar no imóvel, ela não pode impedi-lo. O direito real de habitação não prefere (apenas se iguala) ao direito de propriedade puro e simples.

Que se acertem; ninguém tem "direito real de vida tranquila sem incômodos".
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Re: Grupo de Estudo - Direito Civil

Mensagempor Lu_Procuradora » 09 Dez 2011, 12:44

Tutela Específica escreveu:Ela tem direito real de habitação.

Todavia, se o apartamento foi adquirido antes da união estável, ele passa a ser herança dos filhos - e propriedade deles, pela saisine.

Se eles passaram a morar no imóvel, ela não pode impedi-lo. O direito real de habitação não prefere (apenas se iguala) ao direito de propriedade puro e simples.

Que se acertem; ninguém tem "direito real de vida tranquila sem incômodos".



Lascou-se, então.
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